3102_pilotto_brandi-e-de_oliveira

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Estudo de caso de três residências de Frank Lloyd Wright. Como o levantamento e a análise por meio de um sistema de notação de cromática auxilia na apreciação de projetos arquitetônicos

O presente artigo analisa três obras do arquiteto norte-americano Frank Lloyd Wright (1867–1959), a Casa Darwin D. Martin (1903), a Casa Graycliff (1926) e a Casa da Cascata (1934), a partir de um levantamento realizado com base no sistema cromático NCS (Natural Colour System). O objetivo é demonstrar como a utilização de sistemas cromáticos podem contribuir, não apenas para o registro e a preservação de edificações, mas também para a análise do projeto de arquitetura, inclusive em obras de arquitetos consagrados como Wright. Tal abordagem oferece uma perspectiva alternativa, a partir do ponto de vista historiográfico, tecnológico e de projeto, muitas vezes resultando uma análise inédita no campo da arquitetura. Inicialmente, foram produzidas fichas cromáticas que sintetizam o levantamento e as paletas correspondentes de cada estudo de caso. A partir desses dados, realizaram-se análises da quantidade de branco (W), da cromaticidade (c) e dos matizes dos materiais utilizados nas obras. Os resultados revelam que Frank Lloyd Wright possuía uma compreensão sensível e subjetiva dos atributos cromáticos, aplicando-os de maneira intencional e integrada à linguagem arquitetônica. Essa aplicação consciente evidencia o papel essencial da cor na construção da atmosfera dos espaços projetados, de modo que qualquer alteração cromática comprometeria a integridade da experiência arquitetônica pretendida pelo arquiteto.

 


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